Domingo, 7 de Maio de 2006

COISAS DO AMOR

OS BRUTOS TAMBÉM AMAM?

Pergunta épica, resposta duvidosa.
Será que realmente o amor percorre os extremos das emoções? Vai da extrema
doçura a mais desvairada loucura?
Da sensibilidade tocante, ao insensível aparente?
Viajar por caminhos, tão díspares, conseguirá se chegar incólume a um final
de realizações plenas, e concordantes?
Conviver com o bipolirarismo de um sentimento profundo, não será
fragilizá-lo?
É um eterno quebrar cristais e juncar cacos, que com o passar dos tempos se
tornarão irremediáveis.
Mágoas, desesperanças, naufrágios de sentimentos, são sem dúvida resquícios de uma ligação amorosa intermediada de altos e baixos, entre a doçura, paixão e rudezas.
 
 O que realmente poderá ser construído sobre alicerces tantas vezes abalados
por acções e palavras ásperas, e rudes, mesmo sob a capa desculpável do amor?
O Amor requer.........Candura.
O Amor requer.........cuidados.
O Amor requer.........cumplicidade.
E acima de tudo requer......Tolerância.
Tolerar é aprendizado do bem conviver, é aceitar o outro como é, sem
repressões.
Amar é conviver, é renuncia sem castração.
Divergências, não são imposições.
Imposições geram brigas, brigas geram palavras, palavras geram acções, que
levadas a efeito, jamais poderão ser removidas, e que deixam suas
marcas.E que com o acumulo ao longo do tempo, abre fendas irreparáveis.
Sim conviver com as diferenças, é um exercício do comportamento humano dos
mais difíceis.
Todos temos a nossa verdade, mas aquele que a quer impor aos que o cercam,
fatalmente estará fadado a viver num mundo de falsidade onde amigos e
parceiros, fingem aceitar o que lhes é imposto, para tentar alongar uma
ligação  afectiva, na esperança que o outro se reconheça num impositor.
Mas não se pode fingir uma felicidade o tempo todo. O grito de liberdade do
EU interior, um dia explode, após um tempo de implosão constante.
O final é a revelação amarga da rejeição sentida por quem impôs a outrem uma
verdade que não era a sua.
A execração posterior se faz eminente, mesmo que feita com palavras bonitas
e sonoras.
Destino......Separação.....Solidão.
É a procura contínua por parte do execrado que, não consegue se ver como o
próprio construtor de castelos de areia, é ele mesmo a origem com suas
posições irredutíveis das tempestades para que se auto destrua.

Colocações distintas, pontos de vistas divergentes, tudo é necessário e
sadio, para alimentar sentimentos compartilhados.
Compartilhar, não é castrar.
Compartilhar é somar, é criar caminhos e descobrir soluções, que caibam no
universo de cada um. Sem que seja preciso se anular um lado para que o
outro se coloque em superioridade.
Renuncia, compartilhar, cumplicidade e tolerância, palavras chaves para o
sucesso de um relacionamento.
Dividir, onde a divisão ao final se transforme em soma.
Somar é unir, unir é caminhar junto, caminhar junto, é um ao lado do outro,
nem a frente nem atrás.
Tudo isto é simbolizado, por mãos que se entrelaçam, mas pertencem a corpos distintos, mentes distintas, em seres individuais, mas que podem voar lado a
lado, na mesma direcção e ideal.
Enfim, quando tudo isto acontece, é o primeiro passo para uma vida bem
alicerçada, construída com paredes sólidas, tendo o mesmo teto para abrigo.
Mas o mais importante, com janelas para que cada um tenha sua própria imagem de vida.

E com portas para que se possa sentir e usar a liberdade de ir e vir, quando
se quiser.
Mas se realmente, no contexto, não houver vencidos nem vencedores, a porta
será tão-somente uma serventia para ser usada como adorno e complemento.
Pois quem dentro estiver, não há de querer sair, e  quem de fora contemplar
este cenário, de paz, e muita união, tudo fará para adentrar neste recanto
de magia, que se chama......
AMOR
(retirado de um email que recebi, assinado por Ana Portugal, que desconheço)
a granny hoje sente-se:
música: "USTED" de Luis Miguel
os tags da granny:
publicado por GRANNY Ditte às 01:27
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8 comentários:
De tanialeitao a 15 de Maio de 2006 às 18:25
Achei os teu poemas lindos tens muito jeito para a poesia. beijos
De Ditte a 21 de Maio de 2006 às 00:02
os poemas estão publicados noutro blog, em breve tentarei importá-los para aqui, mas agradeço o teu comentário sobre os meus poemas pois são fruto apenas do momento e do meu coração. Se são inspirados ou não, se têm corrrecção linguistica ou poética ou não, isso não me interessa não, apenas me interesssa que sejam verdadeiros como o sonho e a vida.
Aparece sempre, amiga,
beijo da granny
De tanialeitao a 22 de Maio de 2006 às 18:06
Parabens és uma boa poétisa. onde vais arranjar tnta inspiração para criares poemas? Gostava de ter tanta inspiração para a poésia. continua assim pois tens muito jeito. Beijos

Ps: O teu Blog tá altamente.
Tânia Leitao
De Ditte a 24 de Maio de 2006 às 03:34
obrigado.
De Anónimo a 26 de Maio de 2006 às 19:07
Quem és tu? Menina amante que vagueia na noite Que a brisa leve geme e me traz teu nome, Assusta minha alma e teu perfume me envenena Que estremece meu corpo em desejos loucos Vontade de ser envenenado aos poucos Quem és tu? Amada amante louca Que trás sempre o mistério da lua E como vento, sopra e acaricia minha pele Me faz arder de paixão e me atormenta Liberando todas as minhas emoções. Quem és tu? Que um dia encontrei e por ti me apaixonei No teu corpo me afaguei e tua boca beijou Na tua pele transmutei e ao amor me entreguei Deste amor fiz o alimento do meu prazer Ele libera o sofrimento, o lamento e minha dor. Quem és tu? Posso te dizer de mim, sou como tu me vês HOMEM...apenas um homem que já foi tocado pelo amor.
De Ditte a 26 de Maio de 2006 às 22:54
e tu ? quem és? obrigado pela visita ao meu colinho.
aparece sempre que a granny gosta de conversar
De kupidu a 27 de Maio de 2006 às 15:07
Sou frio e quase ateu,
Quando quero ser terno,
Quando quero ser teu.
Sou pedra lisa e dura,
Que jamais canta
E que não se mostra viva,
Jamais.
Sou raiz que adentro pela terra,
Sou poeira que desaparece no ar.
Sou, quem sabe, o brilho na fresta da janela,
Que parece corpóreo,
Quando brilha o luar.
Sou água que evapora,
Sou nuvem que desagua,
Sou o sal que salga a água,
Sou a lágrima salgada
Que rolou do teu olhar...
De Anónimo a 27 de Maio de 2006 às 15:09
Comentário apagado.
De Ditte a 28 de Maio de 2006 às 05:42
serás o cupido mitico escondido entre as brumas do mar ou vindo de um raio de sol?
como os teus poemas são bonitos, tal como as flechas com que acertas nos coraçãos incautos...
obrigado pelo comentário

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