Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

"O DIA DAS CRIANÇAS DESAPARECIDAS"

"E VÓS SENHOR PORQUE LHES DAIS TANTA DOR PORQUE PADECEM ASSIM, E UMA INFINITA TRISTEZA CAI EM MIM, FICA EM MIM PRESA..."

Esta frase faz parte do conhecido poema de Augusto Gil "Batem levem" e creio que pode introduzir bem o quanto sofremos quando deparamos com mais uma notícia de uma criança que desapareceu. E desaparecem muitas todos os dias.

Quando vemos essas notícias temos logo a exclamação" Oh, Meu Deus, se me acontecesse a mim nem sei o que faria!". Sim o que faríamos? Nada, acho que nada, um nada feito de tudo o que o nosso coração, mais do que a razão, nos mandasse.

Correriamos à procura do nosso/a filho/a, choraríamos, ficaríamos sem voz de tanto gritar o seu nome, vasculharíamos os cantos mais escuros e ermos, interrogarmo-nos -iamos sobre a nossa actuação como pais, e por fim, quando o nada de tudo se instalasse, esperaríamos, sobressaltando-nos a um toque do telefone ou da campaínha. Talvez até fechassemos a sete chaves os nossos outros filhos, ou passassemos a redobrar os cuidados com eles. Mas esperaríamos, com dor e desespero, mas acima de tudo, com a esperança que o fruto do nosso ventre voltasse são e salvo. Rogaríamos a Deus, mesmo que fossemos agnósticos, para que, estivesse onde estivesse, estivesse vivo. Apenas isso, vivo.

E se a espera se transformasse em dias, os dias em semanas, as semanas em meses, os meses em anos, continuaríamos vivendo, de depressão em depressão, mas sempre com esperança.

Muitas vezes ouço dizer que as crianças não deviam ter telemoveis, que deviam ir para a escola nos transportes públicos, ou a pé, porque no nosso tempo assim o fizemos, e no tempo dos nosos filhos , que hoje têm 30 ou mais anos, também assim se fez. È verdade.

Mas vale a pena arriscar, neste mundo louco, em nome de valores que se degradaram?

Não sei responder como avó, nem como educadora, nem como mulher. Apenas sei dizer que, como muitos, o pânico se apoderou de mim e lá vou levar e buscar os meus netos à escola e ao infantário, e até lhes dei um telemóvel, e me redobro em conselhos que quase os fazem dormir,por serem tão repetitivos.

Entre a utopia e a realidade, optei pela realidade, por mais dolorosa que me seja, por mais contrária que a sinta em relação aos meus ideais.

As estatísticas falam por si, as notícias falam por si, como fechar os olhos, os ouvidos, o coração?

Pobres crianças do século XXI! Como é dificil ser criança neste tempo tão avançado tecnologicamente e tão maléfico!

A todos os pais e a todas as mães ,que estão a viver esta terrivel situação, endereço a minha solidariedade no desgosto e na esperança e também na revolta, na emoção violenta de fazer justiça, seja de que maneira for.

E às crianças desaparecidas apenas desejo "QUE ESTEJAM VIVAS", pois enquanto há vida há esperança, e esta é sempre a última a morrer.

Importa à sociedade e ao Estado, que a representa,  imporem penas mais pesadas e severas para todos aqueles que perpetuam o crime hediondo de "Roubarem" crianças, para fins que nem os adultos sabem explicar.

(artigo escrito pela granny - uma avó como qualquer outra)

 

 

 

a granny hoje sente-se:
música: "CALLING ALL ANGELS"
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publicado por GRANNY Ditte às 18:06
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"VIOLENCIA CONTRA AS MULHERES"

“Segundo as estatísticas uma em cada três mulheres já foi maltratada, ferida, obrigada manter relações sexuais ou submetida a qualquer outro tipo de abuso na sua vida. Todos os anos milhões de mulheres sofrem violentações e maus-tratos nas mãos dos seus companheiros, maridos, familiares, amigos, desconhecidos, patrões, companheiros de trabalho, etc.

Segundo a Organização Mundial de Saúde 70% das mulheres que são vítimas de assassinato morrem às mãos dos seus companheiros.
Só nos Estados unidos 85% das vítimas de violência doméstica são mulheres. Na Europa uma em cada cinco mulheres já sofreu alguma forma de violência às mãos do seu parceiro. 
Ainda segundo a Amnistia Internacional a violência sobre as mulheres é considerada uma das maiores atrocidades mundiais que desafia os direitos humanos dos nossos tempos. Desde que nascem até que morrem, tanto em tempo de paz como de guerra, as mulheres enfrentam a discriminação e a violência do estado, da comunidade e da família.
Por todo o mundo as mulheres têm levado a cabo corajosas e inspiradas campanhas contra a violência. Tem conseguido mudanças radicais na política, nas leis e nas práticas. Mas a violência persiste.
“ Não sei de facto o que me fez decidir, nessa noite, chamar a policia, mas digo sempre que o fiz quando me vi banhada no meu próprio sangue” – Lorraine, uma britânica, que foi continuamente violentada e maltratada pelo seu companheiro durante 8 anos antes de falar disso a alguém – “as pessoas perguntavam-me porque simplesmente não deixava o meu companheiro mas… eu tinha muito, mesmo muito medo dele. A força acabamos por nos habituar, por aceitar a coisa como um elemento normal da nossa vida, adaptamo-nos, encaramos como se fosse esse o nosso destino, fechamo-nos no nosso calvário.” No Reino Unido os serviços de urgência recebem em média uma chamada por minuto relacionada com actos de violência cometidos na família. (artigo extraído do site da amnistia internacional sobre a violência sobre as mulheres integrado na sua campanha Parem com a Violência Contra as Mulheres).”
(há quem não goste de falar sobre este tema incomodativo, pois a velha máxima de que "não se bate numa mulher nem com uma flor" nunca foi cumprida. Mas está na altura de a sociedade, homens e mulheres, reflectirem sobre este  flagelo que recaì sobre aquelas que têm a tarefa de dar à luz  e criar o futuro do mundo. ninguém pode ficar indiferente aos gritos silenciosos que ecoam por todo o mundo.)
PAREM COM A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!
a granny hoje sente-se: triste e revoltada
música: "I WANT TO KNOW WHAT LOVE IS"-WYNNONA
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publicado por GRANNY Ditte às 14:19
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Domingo, 7 de Maio de 2006

COISAS DO AMOR

OS BRUTOS TAMBÉM AMAM?

Pergunta épica, resposta duvidosa.
Será que realmente o amor percorre os extremos das emoções? Vai da extrema
doçura a mais desvairada loucura?
Da sensibilidade tocante, ao insensível aparente?
Viajar por caminhos, tão díspares, conseguirá se chegar incólume a um final
de realizações plenas, e concordantes?
Conviver com o bipolirarismo de um sentimento profundo, não será
fragilizá-lo?
É um eterno quebrar cristais e juncar cacos, que com o passar dos tempos se
tornarão irremediáveis.
Mágoas, desesperanças, naufrágios de sentimentos, são sem dúvida resquícios de uma ligação amorosa intermediada de altos e baixos, entre a doçura, paixão e rudezas.
 
 O que realmente poderá ser construído sobre alicerces tantas vezes abalados
por acções e palavras ásperas, e rudes, mesmo sob a capa desculpável do amor?
O Amor requer.........Candura.
O Amor requer.........cuidados.
O Amor requer.........cumplicidade.
E acima de tudo requer......Tolerância.
Tolerar é aprendizado do bem conviver, é aceitar o outro como é, sem
repressões.
Amar é conviver, é renuncia sem castração.
Divergências, não são imposições.
Imposições geram brigas, brigas geram palavras, palavras geram acções, que
levadas a efeito, jamais poderão ser removidas, e que deixam suas
marcas.E que com o acumulo ao longo do tempo, abre fendas irreparáveis.
Sim conviver com as diferenças, é um exercício do comportamento humano dos
mais difíceis.
Todos temos a nossa verdade, mas aquele que a quer impor aos que o cercam,
fatalmente estará fadado a viver num mundo de falsidade onde amigos e
parceiros, fingem aceitar o que lhes é imposto, para tentar alongar uma
ligação  afectiva, na esperança que o outro se reconheça num impositor.
Mas não se pode fingir uma felicidade o tempo todo. O grito de liberdade do
EU interior, um dia explode, após um tempo de implosão constante.
O final é a revelação amarga da rejeição sentida por quem impôs a outrem uma
verdade que não era a sua.
A execração posterior se faz eminente, mesmo que feita com palavras bonitas
e sonoras.
Destino......Separação.....Solidão.
É a procura contínua por parte do execrado que, não consegue se ver como o
próprio construtor de castelos de areia, é ele mesmo a origem com suas
posições irredutíveis das tempestades para que se auto destrua.

Colocações distintas, pontos de vistas divergentes, tudo é necessário e
sadio, para alimentar sentimentos compartilhados.
Compartilhar, não é castrar.
Compartilhar é somar, é criar caminhos e descobrir soluções, que caibam no
universo de cada um. Sem que seja preciso se anular um lado para que o
outro se coloque em superioridade.
Renuncia, compartilhar, cumplicidade e tolerância, palavras chaves para o
sucesso de um relacionamento.
Dividir, onde a divisão ao final se transforme em soma.
Somar é unir, unir é caminhar junto, caminhar junto, é um ao lado do outro,
nem a frente nem atrás.
Tudo isto é simbolizado, por mãos que se entrelaçam, mas pertencem a corpos distintos, mentes distintas, em seres individuais, mas que podem voar lado a
lado, na mesma direcção e ideal.
Enfim, quando tudo isto acontece, é o primeiro passo para uma vida bem
alicerçada, construída com paredes sólidas, tendo o mesmo teto para abrigo.
Mas o mais importante, com janelas para que cada um tenha sua própria imagem de vida.

E com portas para que se possa sentir e usar a liberdade de ir e vir, quando
se quiser.
Mas se realmente, no contexto, não houver vencidos nem vencedores, a porta
será tão-somente uma serventia para ser usada como adorno e complemento.
Pois quem dentro estiver, não há de querer sair, e  quem de fora contemplar
este cenário, de paz, e muita união, tudo fará para adentrar neste recanto
de magia, que se chama......
AMOR
(retirado de um email que recebi, assinado por Ana Portugal, que desconheço)
a granny hoje sente-se:
música: "USTED" de Luis Miguel
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publicado por GRANNY Ditte às 01:27
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