Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

" SAUDADE "

"Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e
até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ele continua cantando tão bem;
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler... "
Não importa o quanto essa nossa vida nos obriga a ser sérios...
Todos nós procuramos alguém para sonhar... brincar... amar... e tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos
entender."
(escrito pelo autor Miguel Falabella numa revista brasileira)
a granny hoje sente-se: saudosa
música: "the last rose of summer"-Nana Mouskouri
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publicado por GRANNY Ditte às 15:42
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Domingo, 7 de Maio de 2006

COISAS DO AMOR

OS BRUTOS TAMBÉM AMAM?

Pergunta épica, resposta duvidosa.
Será que realmente o amor percorre os extremos das emoções? Vai da extrema
doçura a mais desvairada loucura?
Da sensibilidade tocante, ao insensível aparente?
Viajar por caminhos, tão díspares, conseguirá se chegar incólume a um final
de realizações plenas, e concordantes?
Conviver com o bipolirarismo de um sentimento profundo, não será
fragilizá-lo?
É um eterno quebrar cristais e juncar cacos, que com o passar dos tempos se
tornarão irremediáveis.
Mágoas, desesperanças, naufrágios de sentimentos, são sem dúvida resquícios de uma ligação amorosa intermediada de altos e baixos, entre a doçura, paixão e rudezas.
 
 O que realmente poderá ser construído sobre alicerces tantas vezes abalados
por acções e palavras ásperas, e rudes, mesmo sob a capa desculpável do amor?
O Amor requer.........Candura.
O Amor requer.........cuidados.
O Amor requer.........cumplicidade.
E acima de tudo requer......Tolerância.
Tolerar é aprendizado do bem conviver, é aceitar o outro como é, sem
repressões.
Amar é conviver, é renuncia sem castração.
Divergências, não são imposições.
Imposições geram brigas, brigas geram palavras, palavras geram acções, que
levadas a efeito, jamais poderão ser removidas, e que deixam suas
marcas.E que com o acumulo ao longo do tempo, abre fendas irreparáveis.
Sim conviver com as diferenças, é um exercício do comportamento humano dos
mais difíceis.
Todos temos a nossa verdade, mas aquele que a quer impor aos que o cercam,
fatalmente estará fadado a viver num mundo de falsidade onde amigos e
parceiros, fingem aceitar o que lhes é imposto, para tentar alongar uma
ligação  afectiva, na esperança que o outro se reconheça num impositor.
Mas não se pode fingir uma felicidade o tempo todo. O grito de liberdade do
EU interior, um dia explode, após um tempo de implosão constante.
O final é a revelação amarga da rejeição sentida por quem impôs a outrem uma
verdade que não era a sua.
A execração posterior se faz eminente, mesmo que feita com palavras bonitas
e sonoras.
Destino......Separação.....Solidão.
É a procura contínua por parte do execrado que, não consegue se ver como o
próprio construtor de castelos de areia, é ele mesmo a origem com suas
posições irredutíveis das tempestades para que se auto destrua.

Colocações distintas, pontos de vistas divergentes, tudo é necessário e
sadio, para alimentar sentimentos compartilhados.
Compartilhar, não é castrar.
Compartilhar é somar, é criar caminhos e descobrir soluções, que caibam no
universo de cada um. Sem que seja preciso se anular um lado para que o
outro se coloque em superioridade.
Renuncia, compartilhar, cumplicidade e tolerância, palavras chaves para o
sucesso de um relacionamento.
Dividir, onde a divisão ao final se transforme em soma.
Somar é unir, unir é caminhar junto, caminhar junto, é um ao lado do outro,
nem a frente nem atrás.
Tudo isto é simbolizado, por mãos que se entrelaçam, mas pertencem a corpos distintos, mentes distintas, em seres individuais, mas que podem voar lado a
lado, na mesma direcção e ideal.
Enfim, quando tudo isto acontece, é o primeiro passo para uma vida bem
alicerçada, construída com paredes sólidas, tendo o mesmo teto para abrigo.
Mas o mais importante, com janelas para que cada um tenha sua própria imagem de vida.

E com portas para que se possa sentir e usar a liberdade de ir e vir, quando
se quiser.
Mas se realmente, no contexto, não houver vencidos nem vencedores, a porta
será tão-somente uma serventia para ser usada como adorno e complemento.
Pois quem dentro estiver, não há de querer sair, e  quem de fora contemplar
este cenário, de paz, e muita união, tudo fará para adentrar neste recanto
de magia, que se chama......
AMOR
(retirado de um email que recebi, assinado por Ana Portugal, que desconheço)
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música: "USTED" de Luis Miguel
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publicado por GRANNY Ditte às 01:27
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